Egressos 2018


Turma 2018

 

Alaisie

 

 

 ALAÍSIE FERREIRA DOS PASSOS FREITAS 

Orientador: Dr. Sérgio Cândido de Gouveia Neto

Título: O ensino de matemática nos primeiros anos do ensino fundamental em Rolim de Moura (RO): cotidiano e práticas escolares (1996-2017)

Pesquisa aprovada no Comitê de Ética - CEP, CAAE 96191918.0.00005300

Linha de Pesquisa: 2 – Formação docente, culturas, saberes e práticas das territorialidades e diversidade da Amazônia.

Resumo: Esta pesquisa busca uma análise do ponto de vista histórico sobre a educação em matemática no período correspondente a 1996-2017, com a implantação dos documentos norteadores da educação nacional na cidade de Rolim de Moura-RO. Este período foi selecionado devido à implantação dos Parâmetros Curriculares Nacionais-PCNs em 1997 tendo sua discussão intensificada em 2016 e a Base Nacional Comum Curricular-BNCC de 2017, sendo selecionado um recorte entre dois documentos norteadores da educação básica. Tem como objetivo elaborar uma interpretação histórica sobre o processo de ensino-aprendizagem de matemática nos cinco primeiros anos da educação básica, na cidade de Rolim de Moura entre os anos de 1996-2017. Para estas discussões serão propostas entrevistas semiestruturadas com professores e alunos do período a ser pesquisado. Também se dará a análise destes documentos que influenciaram a educação neste período bem como o levantamento histórico da região onde ocorre a pesquisa, levando em consideração aspectos da história local, como os professores leigos e a implantação de projetos profissionalizantes para estes professores. Espera-se com esta investigação discutir historicamente sobre a influência dos documentos que norteiam a educação nacional bem como contribuir para a história da educação municipal.

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Qualificado em 20.08.2019

Defesa em 17.12.2019

 

 

 

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ANDREIA MARCÍLIO VALENGA

 Orientador: Prof. Dr. Fabiano Pereira do Amaral

 Co-Orientadora: Profa. Dra. Kachia Téchio

 Título do Projeto: O ensino de ciências da natureza nas séries inciais: estudo em escolas do campo em Rolim de Moura

 Pesquisa aprovada no Comitê de Ética - CEP - CAAE 96191618.4.0000.5300

 Linha de pesquisa: 1- Fundamentos e modelos psico-pedagógicos no Ensino de Ciências da Natureza

 Resumo: Esse trabalho no âmbito educacional especialmente sobre formação de professores das escolas do campo, para efeito de conhecimento de como os professores dos anos iniciais do Ensino  fundamental I trabalham os conteúdos curriculares do Ensino de Ciências da natureza, assim como as práticas, as metodologias e recursos didáticos que utilizam em sala de aula. A perspectiva teórica adotada situou a trajetória do Ensino de Ciências e a sua importância para estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental I, e à discussão das necessidades formativas do professor do referido ensino e nível de escolaridade. Essas necessidades conduziram a reflexão sobre o processo de ensino-aprendizagem dos conceitos científicos, assim como a possibilidade de utilização das novas metodologias para ensinar o conteúdo de Ciências da Natureza. Quanto à perspectiva metodológica, foi construído um itinerário investigativo baseado na pesquisa qualitativa pautado na pesquisa-ação, legitimada através de técnicas como a observação e a entrevista através de questionários semiestruturados.  Foram contatadas a Secretaria Municipal de Educação, assim como duas escolas na zona rural, para a coleta de dados. A partir disso, a pesquisa centrou-se nas duas escolas polos municipais responsáveis pela modalidade de ensino no campo. Os resultados obtidos mostraram que o Ensino de Ciências se mantém pautado na transmissão de conteúdos, aos estudantes, que compõe a matriz curricular não fazem referência ao contexto real que os alunos das escolas do campo estão inseridos, partindo de uma prática pedagógica fortemente influenciada pelo uso do livro didático. Tais constatações, além de se constituírem em entraves para o aprendizado dos estudantes, ainda apontam os limites da prática docente e de sua formação para ensinar Ciências.

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Qualificação em 29.05.2019

 Defesa: 18.11.2019

 



Fernanda

FERNANDA DA SILVA BAÚ

Orientadora: Dra Adriane Pesovento

Título: A MATEMÁTICA NA VIDA DE ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: desafios, enfrentamentos e possibilidades                              

Pesquisa aprovada no Comitê de Ética - CEP, CAAE 96183418.2.0000.5300

Linha de Pesquisa 2: Formação Docente, culturas, saberes e práticas das territorialidades e diversidade da Amazônia.

Apoio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (CAPES).

Resumo: Na trajetória da Educação de Jovens e Adultos, as ideias de Paulo Freire têm um papel fundamental, no que diz respeito em compreender essa modalidade de ensino, bem como, métodos e modos para alfabetizar jovens e adultos, não somente a ler a escrever, mas também no sentido de desenvolver o senso crítico diante da sociedade. No âmbito da Educação, Freire defendia a valorização dos conhecimentos prévios dos alunos, àqueles que são adquiridos fora do contexto de sala de aula, em que os conteúdos não deveriam ser ensinados sem a relação com o cotidiano dos alunos. Assim, a proposta dessa pesquisa é identificar os saberes não escolares no que se refere à Matemática bem como a relação dos mesmos com os documentos oficiais da EJA em turmas da Educação de Jovens e Adultos do CEEJA Coronel Jorge Teixeira de Oliveira de Rolim de Moura/RO, e para a melhor compreensão foram elencados os seguintes objetivos específicos: a - Verificar os documentos oficiais (LDB, Parâmetros Curriculares, Diretrizes Nacionais para o Ensino, Base Nacional Curricular, PPP da EJA, Plano Anual dos Professores) em relação ao currículo do ensino de matemática para a modalidade de ensino da Educação de Jovens e Adultos; b - Caracterizar o perfil socioprofissional e econômico das turmas do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos do CEEJA Coronel Jorge Teixeira de Rolim de Moura/RO; c – Analisar a relação dos saberes não escolares e escolares em diálogo com a Matemática no contexto do meio social dos alunos da Educação de Jovens e Adultos do CEEJA Coronel Jorge Teixeira de Rolim de Moura/RO. Para o percurso metodológico será de abordagem qualitativa utilizando de análise documental, análise de conteúdo, a utilização de entrevistas, questionários abertos e fechados para os procedimentos de coleta de dados, com discussão dos teóricos: Bogdan e Biklen (1994); Pimentel (2001); Marconi e Lakatos (2003); Bardin (1994); bem como Freire (1995a, 1995b, 2003, 2004, 2006); Fonseca (2005, 2006); Di Pierro (2005); Ribeiro (2014), dentre outros. O contexto e os sujeitos da pesquisa, serão os estudantes de turmas do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos do CEEJA Coronel Jorge Teixeira de Rolim de Moura/RO. A coleta de dados se realizará em três etapas: em primeiro momento ocorrerá verificação dos documentos oficiais (LDB, Parâmetros Curriculares, Diretrizes Nacionais para o Ensino, Base Nacional Curricular, PPP da EJA, Plano Anual dos Professores) da Educação de Jovens e Adultos, com a pretensão de verificar como esses documentos valorizam os conhecimentos não escolares e/ou informais que os públicos da modalidade da EJA adquirem em relação à Matemática fora do contexto escolar; posteriormente será realizada a observação das turmas para conhece-los e assim haverá a aplicação do questionário para a caracterização do perfil socioprofissional e econômico dos alunos; e por fim uma amostragem (seleção) dos alunos que atendam ao seguinte critério: ter uma profissão e contato com a matemática em suas atividades do dia a dia, para que seja possível realizar entrevistas buscando compreender os saberes não escolares e escolares em diálogo com a Matemática no contexto do meio social desses alunos. No que se refere ao embasamento teórico será discutido a Educação de Jovens e Adultos na perspectiva de Paulo Freire, bem como autores que discutem a Educação Matemática no âmbito da Educação de Jovens e Adultos, sendo eles: Fonseca (2005, 2006); Di Pierro (2005); Ribeiro (2014) dentre outros. Em termos de resultados, espere-se que a referida pesquisa possa possibilitar reflexões à docentes e pesquisadores sobre a importância da interface entre os conhecimentos prévios e/ou não escolares com os conhecimentos abordados em sala de aula de turmas de alunos da Educação de Jovens Adultos, bem como contribuir no sentido de pensar e buscar soluções no que diz respeito ao processo de ensino-aprendizagem para atender as peculiaridades da EJA, principalmente em relação a Matemática.

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Qualificação em 29.05.2019

Defesa: 29.11.2019

  

 

   

GABRIEL TENÓRIO DOS SANTOS

Título: TRAVESSIAS E TRAVESSURAS COM CIÊNCIA EM PRODUÇÕES INFANTIS IMAGÉTICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 Orientador: Dra. Bianca Santos Chisté

Linha de Pesquisa: 2 – Formação docente, culturas, saberes e práticas das territorialidades e diversidade da Amazônia.

Resumo:Esta pesquisa pretende investiga o conceito de ciências por meio das virtualidades presentes na Educação Infantil, bem como os agenciamentos entre crianças e ciências na Educação Infantil a partir de produções imagéticas e filmagens. E, consequentemente, identifica esses agenciamentos produzidos no espaço da Educação Infantil entre as crianças e a natureza, possibilitando então, discutir o conceito de virtualidade, resistência e potência para um ensino de ciências que priorize as experiências das crianças na escola e, sobretudo, na vida. Essa intenção de pesquisa é um desdobramento de outros projetos que foram realizados em diferentes momentos. Esses momentos possibilitaram que um rico material de imagens e vídeos fosse produzido. Sendo assim, as fontes documentais serão imagens e filmagens produzidas por crianças de 03 a 05 anos de duas instituições de educação infantil, em Rondônia, em 2012 no projeto “As crianças e suas experiências educativas matemáticas: em busca do que atravessa o espelho” que objetivou pensar, a partir de imagens produzidas por crianças na Educação Infantil, as experiências matemáticas vivenciadas por elas e suas travessias no universo infantil.. ; em 2016, no projeto ?Nossa senhora... é o céu!!!?: reflexões e olhares para a educação na infância a partir de produções imagéticas de crianças e professoras que também objetivou  refletir sobre as possibilidades que as imagens produzidas por crianças e professoras da educação infantil oferecem para construção de caminhos e práticas educativas na infância; e 2017 com o projeto “O que podem as narrativas e produções imagéticas das crianças dizer sobre a educação infantil? por uma fala menos surda e um gesto menos mudo”, que intencionou investigar as possibilidades que produções imagéticas e narrativas realizadas por crianças oferecem para construção de caminhos e reflexões a cerca de uma política da infância, no âmbito do Programa Institucional de Iniciação Cientifica - PIBIC da Universidade Federal de Rondônia. Abordaremos esse material com o método da cartografia, inspirado no conceito de rizoma de Deleuze e Guattari. Muito embora esse método não tenha o mesmo rigor de tantos outros, entendemos que o trabalho de olhar as produções será direcionado por pistas que nos permitam traçar planos de experiência entre sujeito e objeto; teoria e prática, sem colocá-los em nichos ou categorias de análise, mas produzindo um mapa dessas experpiências.

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Qualificação em 30.05.2019

Defesa em 21.11.2019

 

 

     

JEIELI LINDIENE DA SILVA OLIVEIRA

Orientadora: Dra Flávia Pansini

Título: CIÊNCIAS DA NATUREZA NO ENSINO SUPERIOR: LIMITES E POSSIBILIDADES FRENTE AO PÚBLICO ALVO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL 

Pesquisa aprovada no Comitê de Ética - CEP, CAAE 96183518.2.0000.5300

Linha de pesquisa 2: Formação Docente, culturas, saberes e práticas das territorialidades e diversidade da Amazônia.

Apoio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (CAPES).

Resumo: No Brasil a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008), prevê que a educação especial se efetive no ensino superior “por meio de ações que promovam o acesso, a permanência e a participação dos alunos” (p. 11). Para isso, os entes federados e os sistemas de ensino em cooperação com as Instituições de Ensino Superior (IES) devem investir no planejamento e na prestação de “recursos e serviços para a promoção de acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos” (ibid), a serem viabilizados tanto nos processos de seleção quanto “no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa e a extensão” (BRASIL, 2008, p.11). Todavia, ainda são carentes os estudos visando mapear a situação do público alvo da educação especial no ensino superior, tarefa de extrema importância considerando o crescimento das matrículas, sobretudo a partir da década de 2000. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) indicam que a matrícula dos estudantes público alvo da educação especial no ensino superior passou de 5.078 em 2003 para 38.272 em 2017, havendo um incremento médio em torno de 2371 novas matrículas a cada ano (INEP, 2003; 2017). Os dados ainda apontam que 69% dessas matrículas ocorrem em cursos de bacharelado e que tem sido cada vez mais frequente a presença de acadêmicos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em cursos que envolvem disciplinas voltadas para a área das Ciências da Natureza e saúde. Diante do exposto, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar os limites e as possibilidades do ensino de Ciências da Natureza frente aos estudantes público alvo da educação especial de uma Instituição de Ensino Superior (IFES) localizada na Região Norte do Brasil. Para isso, foram privilegiados os seguintes objetivos específicos: a) examinar o alcance das políticas educacionais no que diz respeito ao acesso e a permanência dos estudantes público da educação especial no ensino superior; b) problematizar os limites e a possibilidades do ensino de ciências da natureza, a luz da teoria histórico-cultural; c) discutir as percepções dos professores de dois cursos de bacharelado de acerca dos limites do ensino de ciências na natureza para esse público, evidenciando as implicações dessas concepções para o processo de inclusão/exclusão desses estudantes. A pesquisa teve seu embasamento teórico tanto em autores que estudaram a história da educação especial e do ensino de ciências da natureza como em pesquisas acadêmicas (teses, dissertações, artigos) produzidas entre 2008 a 2018 sobre o tema inclusão no ensino superior e ensino de ciências da natureza no ensino superior. O aporte metodológico da investigação implicou inicialmente na utilização de fontes documentais selecionadas a partir de documentos orientadores (cartilhas, orientações, relatórios, etc.) e documentos normativos (leis, decretos, resoluções, portarias, editais, etc.); também foram utilizados dados estatísticos recolhidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a população brasileira com deficiência e dados coletados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) sobre a Educação Superior brasileira, assim como os dados dos estudantes público alvo da educação especial atendidos na IFES participante. Além disso, a investigação contou com instrumento de entrevista para coleta de informações sobre a percepção dos professores acerca dos limites do ensino frente ao público da educação especial. Do ponto de vista da Teoria Histórico Cultural, assim como das investigações realizadas sobre o tema, os resultados permitiram inferir que por meio das intervenções mediadas pela linguagem ou por materiais/instrumentos corretos, aquilo que parece ser um limite em virtude da própria condição da deficiência, deixa de ser um problema e passa ser uma possibilidade. Além disso, constatou-se que a inclusão no ensino superior não passa apenas pelo direito de acesso ou pela promoção de acessibilidade arquitetônica, comunicacional. Mais do que isso, permanece como um limite para a área das Ciências da Natureza a construção de uma nova postura pedagógica e atitudinal, capaz de desestabilizar o modelo majoritário, considerado padrão de ser humano idealizado para os espaços acadêmicos.

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Qualificação em 28.05.2019

Defesa em 29.11.2019

 

   

JUSCINETE ROSA SOARES WIECZORKOWSKI 

Título:  Estado da arte de produções acadêmicas de discentes indígenas na Educação Superior em Rondônia

Orientadora: Dra. Kachia Hedeny Téchio

Linha de Pesquisa 2: Formação docente, culturas, saberes e práticas das territorialidades e diversidade da Amazônia.

Resumo: Este trabalho teve como objetivo analisar o que revelam os tccs de Licenciatura em Educação intercultura com discentes indígenas do Campus da UNIR de Ji-Paraná no período de 2015 e 2016. Para tanto, adotou-se uma metodologia de abordagem qualitativa, tendo características de uma investigação que se aproxima dos estudos do tipo estado da arte, haja vista que o presente trabalho possui um caráter metodológico de cunho exploratório e bibliográfico. No levantamento das pesquisas foram localizados trinta e três Tcc´s, dentre os quais foi realizado uma análise preliminar para detectar os principais temas. Na sequência, foram analisados sete Tcc´s referentes a Educação Matemática e etnomatemática. seis Tccs, referentes a língua materna, língua portuguesa e educação, quatro Tcc´s relacionados a cultura tradicional. Para a construção da fundamentação teórica da análise dos conteúdos recorreu-se a diversos autores que tratam sobre as questões indígenas D’Ambrósio (1998), Viveiros de Castro (2015), entre outros. Os aspectos metodológicos se referenciaram em Fiorentini e Lorenzato (2006). Dentre os resultados obtidos, destacam-se que os temas mais investigados nos Tcc´s foram concepções/significados/percepções e especificidades do ensino-aprendizagem e a cultura tradicional. Assim, o primeiro capitulo intitulado “Etnociência: um breve levantamento da produção acadêmica de discentes indígenas do curso de educação intercultural” apresenta o levantamento da produção acadêmica de discentes indígenas do curso de Educação Intercultural que determinou a amostra da pesquisa. O segundo capítulo aprepresenta o tema de maior significância encontrado nos Tcc´s “Matemática/Etnomatemática/Saberes matemáticos Indígenas”, os sete Tcc´s analisados são voltados para as questões e métodos utilizados pelos professores e alunos para conceber o processo de ensinar e aprender Matemática nas escolas indígenas em diferentes etnias, segundo os próprios autores indígenas. O terceiro capítulo intitulado “Descobrindo as práticas de ensino indígenas ou reinventando as práticas ocidentais”, apresenta a análise de quatro Tcc´s relacionados à cultura indígena e suas formas de ensino e conclui apresentando algumas possibilidades de troca inversa, ou seja, trazer as práticas dessa "didática indígena" para o espaço de aprendizagem não indígena. No quarto capítulo intitulado “Escola, Alfabetização e Línguas” foram analisados seis Tcc´s que trataram da educação, da língua portuguesa, da língua materna e das dificuldades enfrentadas pelos indígenas ao iniciar a sua formação educacional. As questões e/ou problemas de investigação dos Tcc´s se vincularam basicamente ao processo de ensino-aprendizagem da matemática, linguagem, educação indígena e questões culturais. Os demais em menor número trataram de temas como ambiente, produção de alimentos, entre outros.  Os resultados e considerações dos Tcc´s analisados, apontam inicialmente que a maioria dos discentes indígenas conhecem os objetivos da modalidade de educação superior indígena ofertada no curso em questão, todavia possuem dificuldades para compreender e lidar com os conteúdos formais e relacioná-los com os conteúdos da educação indígena, o que acaba refletindo na sua forma de ensinar os conteúdos exigidos pelo PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) para as escolas.  Os resultados dessa pesquisa pretendem contribuir para a divulgação das pesquisas realizadas por discentes indígenas e propiciar reflexões a respeito da necessidade de se compreender com mais dedicação as necessidades específicas da educação escolar indígena, respeitando as diferenças de cada etnia e propiciando uma verdadeira educação indígena que respeite sua cultura, seguindo a proposta da anti antropologia de Viveiro de Castro, que se produza um olhar pelo outro lado do espelho, distanciado das práticas introduzidas até o presente momento, as quais são pensadas de fora para dentro, novas propostas para a educação escolar indígena que tenham como autores os professores indígenas, iniciem-se no seio da aldeia, com suas formas de tradicionais de transmissão de conhecimento e que possam colaborar com as diversas lacunas apresentadas atualmente no sistema de educação escolar ocidenta

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Qualificação 29.05.2019

Defesa: 19.11.2019 

 

  Priscila

PRISCILA COFANI COSTA POMINI

Orientadora: Dra Maria Rosangela Soares

Título do Projeto: Abordagem Científica Interdisciplinar como Estratégia de Ensino de Ciências para Estudantes do Ensino Médio

Linha de pesquisa: 1 - Fundamentos e modelos psico-pedagógicos no ensino de ciências da natureza

Resumo: A prática interdisciplinar voltada para o aprendizado científico, torna-se relevante para a área de ciências da natureza, de forma a despertar nos estudantes o interesse pela ciências, para a compreensão dos fenômenos que os envolve, de forma direta ou indireta, como a ciência pode auxiliar na modificação da vida e auxiliá-los a melhorar. Problema: Pensando no aprendizado científico uma metodologia de ensino interdisciplinar da área de ciências da natureza favorece melhor o aprendizado da competência nº 03 da matriz do Enem 2009? O desempenho dos estudantes será melhor em relação ao modelo de ensino adotado na maioria das escolas do Estado? Objetivo: Aplicar e Analisar a prática interdisciplinar, numa escola pública da rede estadual de ensino no Estado de Rondônia, visando o aprendizado científico nos moldes dos parâmetros curriculares nacionais na área das ciências da natureza. Resultados Esperados: espera-se que os estudantes compreendam a interligação das disciplinas da área de ciências da natureza, presentes em fenômenos que os envolvem no seu cotidiano melhorando o desempenho acadêmico, mas principalmente que desperte o fascínio pela ciência.

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Qualificação em 09.05.2019

Defesa em 06.12.2019

 

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SÔNIA OLIVEIRA SCHNEIDER

Título do Projeto: ÍNDICE DE LETRAMENTO CIENTÍFICO DOS DOCENTES DE CIÊNCIAS DA NATUREZA DA ZONA DA MATA NO ESTADO DE RONDÔNIA

Orientador: Prof. Dr. Paulo Vilela Cruz

Pesquisa aprovada no Comitê de Ética - CEP, CAAE 04677418.5.0000.5300

Linha de pesquisa: 1 – Fundamentos e modelos psicopedagógicos no Ensino de Ciências da Natureza

ResumoSer letrado cientificamente é uma questão urgente e valiosa, pois vivemos em uma sociedade científica e tecnológica. Entretanto, o letramento científico da população mundial e nacional, é extremamente baixo. No Brasil, apenas 5% da população jovem e adulta apresenta letramento proficiente. Quando nos referimos ao setor educacional, um dos principais ambientes para o processo de ensino-aprendizagem e apropriação do letramento científico, os resultados estudantis são ainda mais preocupante. Entre os 70 países que participaram da avaliação do PISA em 2015, que teve como foco o letramento científico, os estudantes brasileiros ocupam a 63ª posição no ranking. Concernente a educação, impossível não questionar o papel do docente nestes índices. Não é de hoje que há pesquisas no intuito de verificar possíveis relações entre os índices estudantis e o perfil dos docentes de determinadas regiões. Diante dos resultados estudantis e da possibilidade dessas relações, o objetivo desta pesquisa é identificar o perfil dos docentes de Ciências da Natureza da Zona da Mata, suas percepções e o índice de letramento científico docente, pois não há no Brasil, dados sobre o letramento dos professores. Para realização da pesquisa, utilizou-se de três questionários. O primeiro de caráter social, possibilitando a identificação do perfil dos docentes da Zona da Mata. O segundo questionário sobre conhecimento do termo letramento científico e seus indicadores, além de questões envolvendo percepções sobre a importância da Ciência, investimento em Ciência e Tecnologia no país, principais temas da Ciência na atualidade e questionamentos envolvendo Ciência e religião. O questionário número três, de dimensão cognitiva, com 36 questões, subdivididas em quatro níveis de letramento científico (9 questões por nível). Para elaboração dos questionários, fez-se uso dos relatórios do ILC – 2014 (GOMES, 2015) e PISA – 2015 (OECD, 2016). As análises estatísticas foram realizadas por meio do RStudio. Quanto ao perfil, os docentes têm idade média de 33 anos. 56% são do gênero masculino. A Biologia é a área em maior proporção (48%). A maioria (70%) possuem especialização latu sensu e 74% são egressos de instituições de ensino particulares. Quanto as percepções, o termo letramento científico é conhecido apenas por 22% dos docentes; 56% consideram parcial a importância de ser letrado cientificamente para se viver no século XXI; de forma geral possuem interesse por informações científicas, sincronicamente identifica-se carência de conhecimento destes em relação aos principais temas da Ciência na atualidade; 26% não se consideram aptos a letrar cientificamente seus alunos. Referente ao índice de letramento científico docente, 70% apresentam nível adequado (nível 3 e 4). Entretanto, entre estes, apenas 26% apresentam nível ideal (nível 4). Nenhuma das características identificadas no perfil dos professores influência nos índices de letramento (0.05), assim como as percepções também não apresentam relação com o nível de letramento, com exceção a percepção “o conhecimento científico me ajuda a compreender o mundo em que vivo”. Assim sendo, a Zona da Mata apresenta um público docente jovem, predominantemente masculino. A disciplina de Ciências da Natureza com mais representatividade é a Biologia, e a maioria dos professores graduaram-se em instituições privadas, assim como acontece no Brasil, tanto para área de formação, quanto para o tipo de instituição de formação. O letramento científico é um termo novo para a maioria dos docentes (78%), entretanto, mesmo sem formalização terminológica, 70% apresentam nível de letramento adequado. Verificou-se diversas incongruências quanto as percepções docentes, porém, estas não apresentaram relação com o índice de letramento científico dos professores de Ciências da Natureza da Zona da Mata.

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Qualificação em 10.05.2019

Defesa: 16.12.2019

 

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VINÍCIUS LIMA PEREIRA

Titulo do Projeto: CONTEXTUALIZAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO NO ENSINO DE QUÍMICA:  PRÁTICAS CURRICULARES EM ESCOLAS DE ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA 

Orientador: Dr Fabiano Pereira do Amaral

Co-Orientador.  Dr. Elton de Lima Borges

Pesquisa aprovada no Comitê de Ética - CEP, CAAE 99868718.6.0000.5300

Linha de pesquisa: 1 - Fundamentos e modelos psicopedagógicos no Ensino de Ciências da Natureza

Resumo: Os documentos curriculares oficiais da educação brasileira, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+), são dispositivos importantes que servem como guias de orientação para as escolas e professores na aplicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN). Na perspectiva pedagógica, os referenciais para o Ensino de Ciências da Natureza no Ensino Médio organizam o aprendizado pautado em dois eixos didático-metodológicos: a interdisciplinaridade e a contextualização. Todavia, são poucos os estudos que investigam se o ensino nas escolas da região amazônica é estruturado sobre esses eixos. Assim, o presente estudo investigou se as práticas didáticas e metodológicas utilizadas pelos professores de Química nas escolas em estudo condizem com as propostas dos documentos curriculares oficiais da educação, sobretudo no que diz respeito às atividades experimentais e a contextualização dos temas estudados. Além disso, foi realizada uma intervenção com esses profissionais, através de minicurso de formação continuada, com intuito de instigar reflexões sobre suas práticas de uma forma construtiva. A pesquisa foi estruturada nas entrevistas e observações das aulas de três professores que exercem à docência na rede pública estadual de três escolas de Rolim de Moura – Rondônia. Constatou-se que a frequência de atividades práticas quando confrontado com os documentos é mínima, e que os professores participantes apresentam entendimentos considerados simplistas sobre a ótica da contextualização no ensino (fato que acaba influenciando em suas ações pedagógicas). Eles também relataram encontrar dificuldades em utilizar nas práticas curriculares os discursos apresentados. De modo geral, as práticas didático-metodológicas empregadas pelos professores nas escolas pesquisadas ficaram aquém do que sugerem os documentos norteadores da educação.

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Qualificação  em 12.07.2019

Defesa em 04.12.2019

 

 

 Tiago

WERMITON TIAGO SANTOS SOLIDERA 

 Orientador: Dr. Izaías Médice Fernandes

 Título: A percepção de pescadores indígenas Tuparí sobre o efeito de barramentos na comunidade de peixes da bacia do rio Branco

Pesquisa aprovada no Comitê de Ética - CEP, CAAE 03761418.4.0000.5300

Linha de pesquisa: 1 - Fundamentos e modelos psico-pedagógicos no ensino de ciências da natureza

Resumo: O conhecimento de povos tradicionais vem sendo valorizado em âmbito nacional e internacional por apresentar valor irredutível, dando subsídio para o conhecimento técnico-cientifico. A pesquisa será realizada na bacia do rio Branco em uma região de Terras Indígenas, com sujeitos da etnia Tupari, onde estão instaladas oito PCHs, (Pequenas Centrais Hidrelétricas), o problema é que as populações locais são afetadas com as mudanças ocasionadas pela construção das barragens, uma vez que modifica o ambiente natural. Conhecer os saberes dos pescadores indígenas, para identificar se houve mudança nas condições de pesca dos rios e se a migração e abundâncias das espécies sofreram alterações. Estima-se que com a construção dessas PCHs, a quantidade de peixes a ser pescado tenha diminuído e as condições de pescas tornaram mais difíceis. Acredita-se que os pescadores tenham conhecimento sobre os impactos causados pelo represamento dos rios, uma vez que em sua maioria vivem na região desde antes da instalação da barragem.

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Qualificação Aprovada em 08.05.2019

Defesa em 05.12.2019